Arquivo para Futebol Brasileiro

Muito futebol, nem tantos títulos

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Jorge Fossati, o novo técnico do Internacional. Foto: site oficial do Inter-RS

Jorge Fossati, muito boa a contratação do Inter para treinador. O ex-goleiro uruguaio não deixa que sua ex-posição no campo de jogo interfira no trabalho como técnico. Fora das quatro linhas Fossati é um adepto do futebol ofensivo.

Depois de vencer campeonatos nacionais por Peñarol-URU e Cerro Porteño-PAR, seu trabalho ficou mais visível no mundo quando dirigiu a seleção uruguaia, entre 2004 e 2006, com um futebol sem medo. É verdade que ele não conseguiu a classificação à Copa da Alemanha. E mais: foi uma eliminação nos pênaltis para a fraca Austrália, que tirou todo o brilho de seu trabalho.

Pegando, em 2009, uma LDU campeã da Libertadores, não repetiu o feito do time equatoriano. Com um grupo díficil pela frente, com Colo Colo, Palmeiras e Sport, não conseguiu passar da primeira fase.

Apesar disso, Fossati continou. No segundo semestre, jogando um bom futebol, ganhou a Recopa Sul-Americana do próprio Inter, e depois venceu a Copa Sul-Americana, deixando como melhores momentos as vitórias em casa contra River Plate, do Uruguai, por 7 a 1, e na final contra o Fluminense, por 5 a 1.

Entretanto, a LDU não fez boa campanha no Nacional e perdeu a vaga na Libertadores. Por enquanto, a fama de Fossati é muito mais pelo bom futebol praticado por suas equipes do que por seus títulos. Sorte ou azar para o Inter?

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A seleção das seleções

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Adriano é o craque do Brasileiro-09, segundo soma das seleções. Foto: site oficial do Flamengo

Posso dizer, com certeza, que nunca antes na história deste país houve tantas premiações e seleções como no Campeonato Brasileiro de 2009. Juntando as menos bairristas e fazendo um exercício de imaginação, chega-se facilmente à “seleção das seleções” somando os votos de cada uma. As únicas unanimidades são Miranda, do São Paulo, e Petkovic, do Flamengo.  Veja:

Troféu Armando Nogueira (Globo): Jefferson (Botafogo); Vitor (Goiás), Miranda (São Paulo), André Dias (São Paulo) e Kléber (Inter); Pierre (Palmeiras), Guiñazu (Inter), Petkovic (Flamengo) e Marquinhos (Avaí); Marcelinho Paraíba (Coritiba) e Fernandinho (Barueri). Técnico: Andrade (Flamengo). Craque: Marcelinho Paraíba (Coritiba).

Prêmio da CBF: Victor (Grêmio); Jonathan (Cruzeiro),  Miranda (São Paulo), André Dias (São Paulo) e Júlio César (Goiás); Hernanes (São Paulo), Guiñazu (Inter), Diego Souza (Palmeiras) e Petkovic (Flamengo); Diego Tardelli (Atlético-MG) e Adriano (Flamengo). Técnico: Andrade (Flamengo). Craque: Diego Souza (Palmeiras).

Bola de Prata (Placar/ESPN): Victor (Grêmio); Jonathan (Cruzeiro), Miranda (São Paulo), André Dias (São Paulo) e Kléber (Inter); Pierre (Palmeiras), Guiñazu (Inter), Petkovic (Flamengo) e Marcelinho Paraíba (Coritiba), Diego Tardelli (Atlético-MG) e Adriano (Flamengo). Técnico: não existe premiação. Craque: Adriano (Flamengo).

Folha de S. Paulo: Victor (Grêmio); Leonardo Moura (Flamengo), Miranda (São Paulo) André Dias (São Paulo) e Kléber (Inter) Pierre (Palmeiras), Guiñazu (Inter), Diego Souza (Palmeiras) e Petkovic (Flamengo); Diego Tardelli (Atlético-MG) e Adriano (Flamengo). Técnico: não existe premiação. Craque: Adriano (Flamengo).

Diário Lance!: Marcos (Palmeiras); Jonathan (Cruzeiro), Miranda (São Paulo), Maurício Ramos (Palmeiras) e Júlio César (Goiás); Fabrício (Cruzeiro), Jucilei (Corinthians), Cleiton Xavier (Palmeiras) e Petkovic (Flamengo); Adriano (Flamengo) e Fernandinho (Barueri). Técnico: Andrade (Flamengo). Craque: Petkovic (Flamengo).

Seleção das seleções: Victor (Grêmio); Jonathan (Cruzeiro), Miranda (São Paulo), André Dias (São Paulo) e Kléber (Inter); Pierre (Palmeiras), Guiñazu (Inter), Diego Souza (Palmeiras) e Petkovic (Flamengo); Diego Tardelli (Atlético-MG) e Adriano (Flamengo). Técnico: Andrade (Flamengo). Craque: Adriano (Flamengo).

Até que ficou de bom tamanho…

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Os reis da bilheteria

Pet levanta a taça no Maracanã. Campeão também de bilheteria - Foto: Site Oficial do Flamengo

Pet levanta a taça no Maracanã. Campeão também de bilheteria - Foto: Site Oficial do Flamengo

Uma matéria de muita observação da Folha de S. Paulo do último sábado. Foi notado que a arrecadação do Campeonato Brasileiro-2009 cresceu muito, mas aumentou a diferença entre “ricos e pobres”.

A edição bateu recorde de bilheteria e média de público nos pontos corridos (17,8 mil por partida). A renda bruta foi de R$ 125,8 milhões, com um crescimento de 24% em relação ao ano passado e de impressionantes 139% quando comparado com o que aconteceu em 2004, já sob a regra dos pontos corridos. Ou seja, o ingressos, pelo menos dos ‘grandes’, tiveram um aumento de preço.

Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo, que, juntos com o Vasco (na Série B em 2009), recebem o maior quinhão do contrato de TV, ficaram com 41% da renda bruta – os quatro foram os quatro primeiros na bilheteria. Em 2004, o primeiro ano com dados de arrecadação completos fornecidos pela CBF, eles ficaram com 26%. No ano passado, a participação do quarteto ficou em 31%.

Os ingressos mais caros do Brasil, na média, são justamente de Palmeiras (R$ 35,30), Corinthians (R$ 32,5), São Paulo (R$ 24,9), Flamengo (R$ 19,1). Os quatro clubes não tiveram necessariamente a melhor média de público em casa no Brasileirão-2009. Veja:

1º – 40.036  Flamengo/RJ 
2º – 38.761  Atlético/MG
3º – 26.305  São Paulo/SP
4º – 22.042  Fluminense/RJ
5º – 21.973  Cruzeiro/MG 
6º – 20.213  Corinthians/SP 
7º – 18.425  Palmeiras/SP 
8º – 18.323  Internacional/RS 
9º – 17.896  Sport/PE 
10º – 17.776  Grêmio/RS 
11º – 16.817  Coritiba/PR 
12º – 16.280  Atlético/PR 
13º – 14.373  Botafogo/RJ 
14º – 13.863  Náutico/PE 
15º – 13.391  Vitória/BA 
16º – 11.944  Goiás/GO 
17º – 9.983  Avaí/SC 
18º – 9.242  Santos/SP 
19º – 4.796  Santo André/SP 
20º – 3.691  Barueri/SP

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O gol mais bonito da temporada 2008/09

No vídeo, estão os dez gols indicados pela Fifa para o Prêmio Puskas, mais uma premiação para incrementar a festa de fim de ano da Fifa, quando será anunciado o melhor jogador do mundo na temporada. O ‘Puskas’ será dado ao jogador que marcar o gol mais bonito do ano, que será votado via internet.

Entretanto, os gols que valem para esta edição foram marcados de julho de 2008 a julho de 2009, seguindo a temporada europeia. Dois brasileiros foram indicados entre os dez melhores: Nilmar, pelo Internacional, e Grafite, pelo Wolfsburg.

Nilmar foi indicado pelo gol contra o Corinthians, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro, no Pacaembu, quando passou pela marcação de quatro corintianos. Já Grafite foi indicado pelo antológico gol que marcou driblando meio time do Bayern de Munique. Curiosamente, somente os gols dos brasileiros se destacam por dribles.

Pelas regras da premiação, foi para o gol ser indicado foram considerados os quesitos beleza (pode ser jogada coletiva, individual ou apenas um chute bonito), a importância do jogo, ausência do fator sorte, fair play (o jogador não pode ter sido expulso na partida, por exemplo) e ter sido marcado no período citado.

Na minha opinião, o de Nilmar é o mais bonito. Vote: http://www.fifa.com/classicfootball/awards/puskasaward/index.html

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Hino nacional: ele te emociona?

O valor do hino nem sempre é compreendido

O valor do hino nem sempre é compreendido

A ideia era perfeita. Para estimular o nacionalismo, foi aprovada lei estadual em São Paulo em 2001 com a obrigatoriedade de se tocar o hino nacional brasileiro antes de todo evento esportivo ocorrido no estado, obviamente incluindo os jogos de futebol. Depois de alguns anos, a lei, que nunca tinha sido respeitada, “pegou”.

 

No ano passado, chuva de críticas por parte dos clubes e os jogos sempre começavam atrasados. A crítica também era em cima do aquecimento dos atletas. Os preparadores físicos dizem que isso prejudica o aquecimento feito minutos antes. Alguém teve a ideia “genial” de tocar o hino mais de 20 minutos antes da partida, sem ninguém uniformizado em campo. O máximo de desrespeito foi observado, com o hino virando uma “música de fundo” em meio ao aquecimento dos goleiros no campo de jogo e a chegada dos torcedores.

 

Rapidamente esse costume foi abortado e tudo voltou como era. Com as multas aplicadas pelos novos atrasos, os clubes começaram a subir para a partida no horário correto, oito minutos antes da partida. O desrespeito agora é aquele não-oficial, feito pelos próprios torcedores, que entoando seus cantos locais durante a execução de um hino superior, que não é local.

 

 

Ontem foi aprovada uma alteração na lei. Agora, somente em partidas com mais de 5 mil presentes é que o hino deverá ser tocado, com a presença dos atletas no campo de jogo. Ou seja, em partidas de dente-de-leite e até em jogos da primeira divisão o hino não deverá mais ser executado. Mudança correta. O hino tocado muitas vezes não perde o valor, mas perde sua capacidade de emocionar um povo que já parece estar sem emoção pelo Brasil.

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Coitada da criança

Que Jean não seja culpado - Foto: site oficial da Ponte Preta

Que Jean não seja culpado - Foto: site oficial da Ponte Preta

A denúncia da Portuguesa de que Jean, da Ponte Preta, teria deliberadamente feito um pênalti para beneficiar o Santos na última rodada da primeira fase do Paulistão, é mais um capítulo da desconfiança das pessoas sobre a lisura do futebol. Uma pena.

 

Paulo Vinícius Coelho, da Folha e da ESPN Brasil, disse sabiamente em seu livro sobre jornalismo esportivo que 12 anos é uma idade mágica para o menino que gosta de futebol. Concordo, é ali, entre os 11 e os 13, que a criança realmente aprende a ver o jogo. Mais do que isso, é a maior lembrança que ela guardará sobre futebol para o resto da vida.

 

Em 2005, com o escândalo de Edilson Pereira de Carvalho, muita gente perdeu fé no futebol. Não digo quem já era adulto naquele ano, mas coitada da criança de 12 anos na época. A maior lembrança dela será a de um campeonato manchado. Ela nunca mais conseguirá olhar um árbitro como figura imparcial. Caso ela reflita mais, imaginará que a corrupção pode atingir todos os autores do espetáculo futebol. Irremediável, ela perderá fé no esporte, pelo menos por um bom tempo.

 

 

Futebol é um reflexo da sociedade e a corrupção no nosso Brasil ocorre em todas as áreas. O exemplo maior é a praticada por alguns daqueles que escolhemos para nos representar no governo. Gostaria que o futebol fosse um alento em meio a tanta sujeira. De verdade, torço para que a denúncia contra Jean seja infundada. E que a criança de hoje, com 12 anos, não desanime.

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O valor dos títulos antigos

Bahia, campeão da Taça Brasil de 1959 - Foto: site oficial do Bahia

Bahia, campeão da Taça Brasil de 1959 - Foto: site oficial do Bahia

Palmeiras, Bahia, Santos, Botafogo, Fluminense e Cruzeiro entregam neste terça-feira um dossiê à CBF. Querem que a Taça Brasil, disputada entre 1959 e 1968, e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado de 1967 a 1970, sejam considerados como títulos brasileiros. É uma grande bobagem.

 

Recordando que a Taça Brasil era um torneio mata-mata entre os campeões estaduais para ver quem se classificaria à recém-criada Libertadores da América. O Robertão era uma extensão do Torneio Rio-São Paulo, que passou a incluir times de outros estados. Foi o verdadeiro embrião do Campeonato Brasileiro disputado pela primeira vez em 1971.

 

Sem tirar o valor dos títulos, foram realmente os campeonatos brasileiros para a época. Mas por que considerá-los ou equipará-los com Campeonatos Brasileiros? Taça Brasil é Taça Brasil (e bem parecida com a nossa Copa do Brasil atual), Robertão é Robertão e Campeonato Brasileiro é Campeonato Brasileiro.

 

 

Fazendo isso, os clubes tentam valorizar seus antigos títulos, mas acabam desvalorizando se por acaso a CBF não acatar. Eles têm de entender que o título é válido de qualquer maneira. Os campeonatos mudam, mas não perdem o sentido e continuam no “currículo” do time. Frase brilhante de Celso Unzelte: “Não é necessário considerar Dom Pedro I presidente da república para ver que ele era o chefe de estado na época”.

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Diferenças de Washington e Serginho

Washington, o coração que bate forte - Foto: FotoDivulgação/VIPCOMM

Washington, o coração que bate forte - Foto: FotoDivulgação/VIPCOMM

Ótima matéria de capa da revista Placar de março, feita por Tarso Augusto e Bernardo Itri. Quando olhei pela primeira vez a capa, pensei: “Mas de novo esse assunto do Washington?”. Achei que já estava liquidado, mas tive uma grata surpresa quando li a reportagem. O gancho da revista foi o fato de o Coração Valente não ter realizado no HCor o exame anual dos jogadores que o São Paulo realiza.

 

A explicação é simples: Washington não passaria. Ouvido na matéria, o cardiologista Nabil Gorayeb, do HCor, diz que o caso do atacante tricolor é muito debatido em congressos, mas a linha dele é clara, de que um atleta com três stents instalados no coração não deveria jogar. Constantino Constantini, médico que faz exames periódicos em Washington, obviamente é de outra linha.

 

Mas o que mais me chamou a atenção na matéria foram as diferenças de problemas do coração entre jogadores de futebol. O problema de Washington é displasia arritmogênica, em que o tecido muscular é substituído por tecido fibro-gorduroso. É o mesmo problema que matou Puerta, do Sevilla, em 2007, e afastou Diego, do Barueri.

 

 

O problema que acabou com as vidas de Fehér, Serginho e Foe é cardiomiopatia hipertrófica, em que o músculo cardíaco fica maior do que o normal. Como o coração do atleta é grande, é algo de difícil diagnóstico no começo. Existe um outro problema chamado miocardite, que é um inflamação que pode atingir qualquer pessoa. Depois de um tempo sem atividades físicas, pode desaparecer. Casos felizes de Fabrício Carvalho e William, ex-Palmeiras.

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Nada contra a convocação

Dunga, todos têm algo contra ele? - Foto: Acervo CBF

Dunga, todos têm algo contra ele? - Foto: Acervo CBF

Vai convocação, vem convocação, e não consigo criticar tanto o Dunga. Lembro-me de que nas convocações critiquei muito mais Luxemburgo, Leão, Felipão e Parreira do que o Dunga. Todos os treinadores são teimosos e cismam em convocar jogadores que não estão no melhor de sua forma, somente porque já jogaram bem antes, sob seu comando, e Dunga não é tão diferente assim.

 

Logo que ele chegou, achei que seria diferente. Bateu de frente com os badalados Ronaldinho e Kaká, mas aos poucos se rendeu. Hoje, Kaká e Ronaldinho foram convocados mesmo vindos de contusões e Adriano continua fora de forma e alternando bons e maus momentos na Inter. Eles têm futebol de sobra para estarem lá, mas será que chegarão bem no dia 29?

 

 

Gilberto Silva, Josué e Júlio Baptista não estão nas graças do torcedor (nem nas minhas). E não adianta espernear, se Dunga chegar até 2010, eles estarão na Copa. Já desisti. Miranda merece a convocação e Thiago Silva só falta jogar pelo Milan para merecê-la. Kleber, do Inter, será um bom reserva para Marcelo. 

 

 

Todos têm suas opiniões pessoais sobre os jogadores aptos a vestir a camisa da Seleção Brasileira, mas sem dúvida a convocação está boa no geral. Lembrem-se, eu me restringi neste texto a convocações, não ao futebol praticado pelo Brasil. Isso é assunto para uma próxima vez.

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Razão e emoção em Prudente

No emocional, Ronaldo ganhou o clássico - Foto: site oficial do Corinthians

No emocional, Ronaldo ganhou o clássico - Foto: site oficial do Corinthians

 

O Palmeiras ampliou sua invencibilidade sobre o Corinthians para 5 jogos. Como tomou o gol saiu somente no último minuto, foram 464 minutos sem levar gol do Alvinegro, um recorde na história do confronto. O Verdão se manteve a três pontos do rival, na liderança do Campeonato Paulista, com um jogo a menos. Essa é a explicação racional do confronto.

 

O gol de Ronaldo no último minuto em Presidente Prudente foi digno de filme. Mais de um ano sem entrar em campo, o Fenômeno mostra também a explicação do apelido quando se fala de confrontos contra o maior rival. Em todos os seus clubes, ele marcou gols no principal clássico – por Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Milan e agora Corinthians. 

 

O momento foi tão emocionante que o comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho, da TV Globo, ex-árbitro de final de Copa do Mundo, quis que o Cleber Wellington Abade fechasse os olhos e não desse os cartões amarelos após as comemorações excessivas de Ronaldo, Dentinho e Felipe (este tirou a camisa). Até o alambrado caiu. Ronaldo é grande, mas não pode estar acima da regra.

 

São dois modos de ver o derby Palmeiras e Corinthians, que foi fraco no primeiro tempo e movimentado no segundo. Se você for puramente racional, o Palmeiras venceu o jogo. Se você for somente emoção, Ronaldo e Corinthians venceram o confronto. Se você tiver um pouco dos dois e for realista, percebe que foi empate.

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